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filme #8

por cineteratura100mg, em 27.06.14

Ferrugem e Osso

 

 

Quando me sentei na cadeira da sala de cinema para ver o filme não sabia o que me esperava e não tinha qualquer expectativa. Por vezes é melhor assim. A mente pré-preparada pode levar-nos a não apreciar a obra como deve ser. Um exemplo: se soubermos que o filme trata de homofobia e formos contra a hbomofobia, poderemos de antemão deixar a nossa mente menos preparada para ver todos os lados da história, ou mesmo deixar de ver a mensagem que nos queriam passar.

 

Ferrugem e Osso é uma história muito poderosa. Bonita. Triste. Por vezes também feia. É uma história de amor pouco comum. É também sobre a sobrevivência mas muito sobre o amor. Mas acima de tudo é sobre pessoas. Quem são as pessoas quando se lhe depara algo ou alguém diferente? Como reagem? Como se sobrevive à diferença? Como se sobrevive à angustia? E à dor? Como se faz para voltar a gostar, a viver, a ser gente? Aceitamo-nos? Aceitam-nos? Perguntas. Tantas perguntas. Na manhã seguinte ainda fazia perguntas.

 

Saí da sala com o nó na garganta e um aperto no estômago. Apetecia-me gritar. Foi como se tivesse trazido um pouco daquela angustia comigo. 

 

Na manhã seguinte o meu primeiro pensamento foi para a história que entretanto ainda me estava a moer por dentro.

 

Não vou colocar sinopse para não ser spoiler. Vão ver, onde quer que possam.  

 

 

  

 

IMDb 

 

 

Um filme de Jacques Audiard

 

 

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