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livros #2

por cineteratura100mg, em 29.04.14

 

A Grande Arte, de Rubem Fonseca.

 

Foi nas Correntes d'Escrita, em 2012, que ouvi falar de Rubem Fonseca pela primeira vez. Ele foi nesse ano o vencedor do Prémio Casino da Póvoa, atribuido no âmbito das Correntes d'Escrita, com a obra Bufo e Spallanzani. Eu não o cheguei a ver porque nessa noite ele tinha ido dormir cedo. Na verdade compreende-se, Rubem Fonseca tem agora 89 anos. No entanto e apesar da ausência muito se falou nele. O Valter Hugo Mãe falou dele de forma sentida e apaixonada e outros lhe seguiram o exemplo. Fiquei muito curiosa com a obra deste senhor, mas só agora me foi possível ler algo dele. Claro que já o poderia ter feito antes, mas quem gosta de ler sabe que por vezes aldrabamos a sequência de livros a ler. Pelo menos comigo é assim. Faço listas com dez títulos e rapidamente passam a ter cem, porque vejo sugestões aqui e ali, vou à biblioteca ou acabo por encontrar alguma pechincha e a ordem das prioridades descamba.

 

A Grande Arte é um livro duro, diria mesmo bruto. Erótico ou até mesmo pornográfico pela clareza dos termos e das imagens que nos leva a imaginar. É um livro para pensar. Talvez a maior dureza do livro seja essa. Faz-nos pensar na condição humana, nos valores ou na falta deles, nas consequências dos nossos actos, na dicotomia entre o pensar e o fazer. Um policial cheio de ritmo, muito pouco hollywoodesco já aviso, mas muito real.

 

Confesso que passei a maior parte da leitura a imaginar o senhor muito velhinho e com ar de avô a escrever termos menos próprios e a pensar que diferentes podem ser as pessoas entre si. E mais ainda se viveram em lugares diferentes, em épocas diferentes com pessoas tão diferentes entre si. E sobre a beleza intrinseca a isso.

 

Eu aconselho Rubem Fonseca. 

 

 

 

 

Sinopse da Wook
«O assassinato de duas prostitutas, no Rio de Janeiro, que, de início, parece obra de um maníaco sexual, abre uma caixa de Pandora de onde vão brotando, no decorrer de uma ação trepidante, as complexas ramificações de um tenebroso sindicato do crime. A história passa-se em boîtes e bares sórdidos, em sumptuosas mansões do Rio, em vilarejos da fronteira entre a Bolívia e o Brasil, onde reinam a cocaína e o crime, bem como na interminável viagem de um comboio que percorre metade do Brasil com couchettes que rangem sob o peso de casais fazendo sexo.» Do posfácio de Mario Vargas Llosa

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